Gluteoplastia

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Gluteoplastia

É a cirurgia que permite aumentar o volume da região glútea, pelo uso de um implante de silicone( prótese ) preenchido de gel altamente coesivo. Podem ter variados formatos ( redondo ou anatômico ), diferentes volumes e texturas de superfície específicas (superfície lisa , rugosa / texturizada ou revestida por poliuretano).

Durante a consulta médica serão apresentados os diferentes implantes e suas características, sendo que a escolha será feita de acordo com o biotipo da (o) paciente, buscando-se um equilíbrio adequado para essa área . Isso permite que se tenha uma noção aproximada do volume desejado.

A idade ideal para se realizar tal procedimento depende basicamente do entendimento real de tal situação , do amadurecimento psíquico da (o) paciente para vivenciar a modificação corporal e a capacidade emocional de enfrentar com tranqüilidade quaisquer intercorrências decorrentes do uso desses implantes, ainda que raras. Possíveis indicações da colocação de implantes que possam ocorrer no final da adolescência deverão restringir-se a casos muito específicos, geralmente por déficit de desenvolvimento , atrofia ou assimetria da musculatura dos glúteos, desde que haja a concordância dos responsáveis.

Os implantes ( próteses ) são colocados por uma pequena incisão no sulco interglúteo próxima ao cóccix e posicionados exatamente entre o músculo glúteo maior e menor, acomodando-se na porção mais alta das nádegas. Assim, a (o) paciente poderá sentar-se normalmente sem comprimir ou apoiar-se sobre eles.

Nos casos de emagrecimento acentuado pós cirurgia de obesidade, a cirurgia será feita somente após a estabilização final da perda de peso pretendida pela equipe de Gastrocirurgia. Nestes casos, poderá haver flacidez residual intensa na área. Se o volume do implante escolhido não for suficiente para distender totalmente a área cutânea, poderá ser necessário a retirada do excesso de pele juntamente com a colocação do implante, para melhor harmonia da região.

Algum grau de alteração de sensibilidade cutânea pode ocorrer no pós operatório imediato, geralmente transitório. O nervo ciático não é comprimido ou afetado pelo uso dos implantes . Os movimentos do quadril e das pernas não são alterados com a cirurgia . Atividades físicas intensas como correr, andar de bicicleta, cavalgar e musculação continuam sendo normalmente praticáveis.

Embora esses implantes tenham tido uma melhora marcante de sua bio-compatibilidade, existe possibilidade de rejeição do organismo aos mesmos, ocorrência rara nos implantes glúteos. Não é possível prever quais a(o)s pacientes que apresentarão algum tipo de reação. Nesse caso, haverá processo inflamatório local intenso e formação de uma cicatriz ao redor do implante mais espessa do que a que normalmente se forma . Isso pode alterar a consistência das nádegas em diferentes graus e excepcionalmente ser necessária a troca dos mesmos ou sua retirada definitiva.

Implantes maiores , de volume excessivo, têm maior probabilidade de não aceitação dos mesmos pelo organismo. Também aumentam o risco de ruptura da área da cicatriz no pós-operatório imediato, devido à tensão de estiramento acentuado sobre a mesma.

A durabilidade dos implantes não é bem definida, pois todo tipo de material sofre desgaste e modificações estruturais. Mesmo que o pós-operatório seja bem sucedido e que não haja qualquer manifestação clínica desse desgaste ao longo dos anos, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica sugere que os implantes sejam trocados a cada 15 anos, em média.

O desenvolvimento de doenças auto-imunes (artrite reumatóide, lúpus eritematoso ou outras colagenoses) não está relacionado ao uso de implantes de silicone e sim à genética individual, conforme relata a Sociedade Americana de Reumatologia.

O aparecimento de infecções tardias por micobacteria sp em determinados tipos de cirurgia, tem sido relatado mundialmente , embora seja pouco freqüente. O rigor nos processos de esterilização hospitalares e intra-operatórios somados às técnicas adequadas de colocação do implante minimizam esse risco. Porém, diante de tal contaminação, o tratamento é imperativo e longo , podendo ser necessário retirarem-se os implantes. Sua recolocação só será possível após 6 meses após finalizar o tratamento com antibióticos.

Pacientes fumantes e/ou obesas e/ou diabéticas têm risco aumentado de haver intercorrências cirúrgicas relativas às questões vasculares e cicatriciais. Entretanto estas condições não são uma contra-indicação absoluta à cirurgia.

O volume aparentemente obtido no pós-operatório imediato é discretamente maior do que será futuramente . Com a diminuição do inchaço a partir do 1º mês, o resultado mostra-se mais natural e será definitivo com aproximadamente um ano de evolução pós operatória, sendo influenciado pela qualidade da pele. Nenhuma revisão cirúrgica , quando necessário, deverá ser feita antes desse período.

Cicatriz

É relativamente pequena, sendo posicionada no sulco interglúteo. Sua qualidade dependerá de características genéticas individuais e cuidados locais pós-operatórios.

Se ainda for necessária a correção da flacidez cutânea associada à colocação dos implantes, as cicatrizes poderão ser posicionadas na pregas infra-glúteas bilateralmente.

Anestesia - Internação

O anestesiologista definirá a mais adequada ao caso. Geralmente é a anestesia peridural , podendo ser a do tipo geral , dependendo da extensão do procedimento.

O período de internação pode ser de 24 à 48 hs.

Pré-Operatório

Todos os exames clínicos e laboratoriais de rotina.

Avaliação clínica e anestesiológica.

Documentação fotográfica da região a ser operada.

Pós Operatório

Uso de medicação antibiótica, antiinflamatória e analgésica.

O dolorimento local geralmente é moderado.

Eventualmente utilizam-se drenos aspirativos que são retirados após 3 dias. Deambulação e banho no 1º dia.

Posição de bruços para repouso nos primeiros 3 dias.

Haverá restrições a movimentos amplos do corpo , tarefas do lar, dirigir por 30 dias.

Caminhadas após 30 dias.

Ginástica em academia / hidroginástica após o 1º / 2º mês .

Exposição solar após 3 meses.

Drenagens linfáticas são aconselhadas a partir da 1º semana, por 4 a 8 semanas.

Uso de short em malha cirúrgica por 30 dias.

Documentação fotográfica da região operada a partir do 8º mês.

Curativo - Retirada de Pontos

Curativo simples. Uso de fitas adesivas de "micropore" diretamente sobre as cicatrizes durante 20 dias, sendo as áreas lavadas normalmente no banho e secas adequadamente.

As mesmas serão trocadas geralmente a cada 5 dias, nos primeiros 15 dias, conforme orientação médica.

Retirada de pontos entre o 7º e 15º dia .

Após retirada completa dos pontos, iniciar massagens com cremes antiinflamatórios diretamente na(s) cicatriz(es), associado ao uso de uma lâmina de silicone sobre a(s) mesma(s), durante 2 a 6 meses.

Dr. Roberto Sterza

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